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Rupestre Digital

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Rupestre digital, conjunto de pedras, 2013, Leo Liz e Euclides Terra.

Leoliztipia sobre pedra são tomé. Fotos Débora 70

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Euclides Terra: Eu catei estas pedras são tomé no caminho para Terra UNA quando passava em  São Thomé das Letras.

Leo Liz: Uma impressão tem a frieza de uma marca do tempo ou a indiferença de uma máquina, não é como a subjetividade de uma desenho ou de uma pintura.

ET: Para mim é como tentar ser um artista rupestre. Usamos os minerais disponíveis no solo: óxido de ferro e manganês e também pó de grafite.

LL: Para escolher as imagens que seriam usadas fizemos um pequena enquete no FaceBook. Perguntamos “o que é Rupestre contemporâneo para você?” E fomos colocando as imagens que surgiram, misturando uma coisa e outra. Alguém falou “crocodilo dundee”. A imagem do filme com ele segurando o crocodilo me lembrou o Beuys com a lebre morta.

ET: O homem dominando o animal. Como o homem pré-histórico nas cavernas dominando a si mesmo ao se representar nas pinturas.

LL: As mãos de pinturas rupestres me lembraram a este clip paródia feito pelo Cuiabá Arsenal do Show da Poderosas.

ET: É uma relação arbitrária. Mas na minha passagem por São Thomé parei para almoçar e estava passando uma reportagem sobre esse vídeo no noticiário de esportes. 

LL: Gosto destes contrastes. Da pintura rupestre e Duchamp com o mesmo valor, com a mesma textura. Acho que Duchamp como o pai da apropriação na arte ia gostar desta homenagem. 

ET: O bom é que chegamos em uma textura muito próxima dos fósseis de plantas que são tão comuns neste tipo de pedra. Inclusive, se vê traços fóssil em algumas pedras.

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