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integrantes

Fazem parte do Grupo UM

 

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Aline Elias. Guapimirim, RJ. 1988. Poeta. Atendente do pedágio da Concessionária Rio-Teresópolis. Sempre escreveu, mas descobriu a literatura na internet. Lançou o primeiro dos seus sete livros da série Seu Troco Obrigada em 2011. Seus livros são editados e apresentados de forma independente e vendidos de mão em mão.
“Sintética e perfurante. Aline Elias atua num terreno estreito entre o signo e o significado, entre um carro e outro. Entre dois infinitos imponentes: tudo que há por ser dito e tudo que já foi dito, Aline escolhe um terceiro infinito: o que não pode nem nunca poderá ser dito. Ela sabe que o texto não reside nas palavras, mas no espaço entre elas. Escolhe não palavras, mas chaves que abrem o enorme vazio entre. Não me canso de ler seus poemas porque cada poema é muitos. Cada palavra é muitas. Cada poema de três palavras nos projeta para abismos. Cada trinca de poemas nos arremessa no infinito triplo. E cada livro com três trincas compõem um mapa. Leio estes mapas na horizontal, na vertical, na diagonal, em zigue-zague… Nenhuma trilha leva ao tesouro, mas também não há pistas falsas. Os caminhos de Aline Elias nos levam para a mais profunda matéria da linguagem.” 
(por Domingos Guimaraens)

 

Euclides Terra. Machado, MG. 1981. Vive e trabalha em Machado.
“tábua terra tempo
fé pedra fura
longe certo sertão
Euclides nasceu na terra. A terra do grande dentro no país que teima em olhar fora. Faz arte com olho. Faz fé com chão. Faz vida com mão.” 
(por Aline Elias)

 

Domingos Guimaraens. Rio de Janeiro, RJ. 1979. Poeta e artista visual. Doutor em Literatura na PUC-Rio. Durante anos colaborou na organização do CEP20000. Publicou o livro A gema do sol (2006) e Amoramérica (2008). Atua com os coletivos Grupo UM, OPAVIVARÁ! e Os Sete Novos.

“Galáxias distantes em curso de colisão: Andrômeda palavra e imagem plêiade se deslocam na velocidade da luz rumo à colisão. Cientistas e semióticos temiam pelo colapso do Universo. Gramáticos vociferavam nas ruas: “não se pode chorar sobre a Via Láctea derramada!” Galinhas cintilantes se contorciam de dor, já prevendo o final dos tempos! E eis que num domingo de sol, no derradeiro momento do encontro: palavra e imagem não explodiram, mas se amaram, se fundiram. A palavra se fez coisa e a coisa se fez amor.”
(por Nadam Guerra)

 

retartos g1 montagem2Juca Amélio. Porto, Portugal. 1968. Crítico e curador. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Ganha a vida como ghost-writer. Morou no Brasil de 1998 a 2001, quando empreendeu o lendário Bar Xô Gávea. Volta a se estabelecer no país em 2012.
“Após iniciar seus estudos em Teatro na própria cidade do Porto, Juca fez diversos cursos livres de dança em Lisboa. Depois de muito experimentar as chamadas artes performativas e residir em diferentes capitais europeias (de Madri a Oslo), cansou de sua vida de marinheiro. Decidiu, portanto, na boa tradição portuguesa, aportar no suposto paraíso tropical do Rio de Janeiro. Também cansado de bailar daqui pra lá, conheceu os integrantes do Grupo UM entre choques de copos de vidro em um karaokê na Lapa. De canto em canto, de pouco em pouco, de ateliê em ateliê, resolveu reativar um hábito há décadas deixado de lado, desde os tempos de sua graduação: a escrita de arte. No ofício da escrita, escolheu a arte da fantasmagoria. Dizem as más línguas que já escreveu de tudo, livros de autoajuda, relatórios militares e mais de 20 teses de doutorado defendidas em instituições brasileiras de além mar.” 
(por Raphael Fonseca)

Leo Liz. Aiuruoca, MG. 1987. Fotógrafa e Artista Visual. É ativista política e poética. Interessada em fotografia, gravura e outras tecnologias obsoletas.
“Vandalismo bucólico! Melhor pedir perdão que permissão! Leo Liz é Mulher com M maiúsculo. Mais que isso, é pós-mulher. Pós-gênero, pós-número, pós-grau. Nas ruínas de um antigo moinho de cana nos encontramos pela primeira vez. As caixas de som tocavam uma batida forte, as luzes eram psicodélicas, e a energia, trans-mundo. Leo projetava fotografias mofadas com um projetor de slides. Ou melhor, projetava mofo através dos slides. Ou melhor ainda, cobria o mundo com mofo-luz. Ofereci uma mão, ela pegou o braço. Desde então somos unha e carne. E ponho a minha carne no fogo por esta artista firme que sustenta as contradições e que sabe se equivocar. Juntas comemos nossa própria carne. Autoantropofagismo mutante! Senhores do mundo, tremei! Leo Liz não deixará teta sobre pedra.” 
(por Ophélia Patrício Arrabal)

 

Nadam Guerra. Rio de Janeiro, RJ. 1977. Performer e artista multiuso. Vive e trabalha no Rio de Janeiro e em Liberdade na ecovila Terra UNA. Graduado em Teatro, mestrando em Artes Visuais. Materializa suas ideias em textos, vídeos, performances, esculturas e encontros.
“Nadam Guerra é um artista contemporâneo carioca. Há mais de uma década, vem investigando um apertado emaranhado entre identidade, relações e narrativas. Por sua produção ser muito heterogênea e por ele não ter sido muito visto nos eventos da cidade, alguns duvidam se ele existe de fato ou se é um trabalho do Grupo UM. Outros dizem que ele se faz de muitos e de outros para agrupar o tanto que transborda dos limites muito apertados por uma existência só. Sonhei com ele quando tomei Ayahuasca. Veio um anjo, e estava lá ele embaixo da asa do outro. Depois um índio me apresentou à sua mãe. É bem louco isso, mas é verdade. Alguns dias depois, com tantas dúvidas rolando por aí, por um momento, eu desconfiei que eu havia inventado Nadam, mas eu não inventaria esse sobrenome Guerra. Não mesmo. Nada contra, mas eu seria menos literal.“Nadam” não: esse eu poderia ter escolhido como nome para um personagem. É ótimo. É esquisito, e ninguém duvidaria de que é real. Nenhum personagem inventado tem um nome estranho desse. Se fosse José Carlos, as pessoas poderiam duvidar. 
De todo modo, logo depois tive medo de ter sido inventado e manipulado por ele. Tem esse lance: quando a pessoa não cabe em si, não cabem também seus artifícios. Real ou não, Nadam é uma figura cativante e encantadora: um verdadeiro interessado na expansão do espaço compartilhado entre a arte e a vida. Amante da matéria viva e da matéria coisa. Materializador de sonhos e desmaterializador de limites. Como ele mesmo diria:
- Quando a arte é boa, é vida. Quando a vida é boa, é arte.” 
(por Bernardo Mosqueira)

imagens: Autorretratos do Grupo UM, 
Leo Liz, 2013. Leoliztipia (pintura, serigrafia, goma dicoromatada 
e técnica mista) sobre tecido

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